Terminal ATU 18, do Porto de Aratu, inicia operação de granéis vegetais e projeta até 3 Mt neste ano

São Paulo, 10 de março de 2026 – O Porto de Aratu-Candeias, localizado na Região Metropolitana deSalvador (BA), inicia uma nova etapa em sua história nesta semana, ao começar, pela primeira vezem 51 anos de funcionamento, a operação de granéis vegetais. A atividade será realizada noterminal ATU 18, com a movimentação de 35 mil toneladas de sorgo. A carga tem origem no oestebaiano e marca o início de uma nova frente logística para o escoamento da produção agrícola doestado da Bahia.
Criado na década de 1970 para atender às demandas logísticas do Polo Petroquímico de Camaçari,o complexo portuário manteve, ao longo de sua história, foco predominante na movimentação decargas vinculadas às indústrias petroquímica e mineral. Com a inauguração dos terminais degranéis sólidos ATU 12 e ATU 18, a estrutura operacional foi ampliada, permitindo ao porto iniciaro processamento desse tipo de carga e diversificar seu perfil de atuação.
Para o presidente da Autoridade Portuária Federal CODEBA, Antonio Gobbo, que administra o Porto deAratu, o início das operações no ATU 18 representa um novo ciclo de desenvolvimento para o setorportuário baiano.
O desenvolvimento econômico e social se conquista com estudo, planejamento e ação e foi isso quefizemos. Projetamos para que o Porto de Aratu alcance a maior movimentação de sua história, com aampliação da estrutura de retroárea, a construção de quatro silos, cada um com capacidade de 30mil toneladas, e a automatização das operações por meio das modernas esteiras instaladas no ATU18. Todo esse investimento reduzirá o tempo e os custos das operações e deve gerar um acréscimode mais de 20% de movimentação de cargas, comemora Antonio Gobbo, que também projeta crescimentopara o Porto de Salvador, após o terminal atingir níveis recordes de movimentação, levando aCompanhia a liberar espaços adicionais para atender à demanda das operações.
A modernização do terminal foi realizada pela CS Portos, empresa da CS Infra, que integra o GrupoSIMPAR. Ao todo, foram investidos mais de R$ 400 milhões em obras de revitalização e melhorias noATU 18, que passa a ser destinado ao manuseio e armazenagem de granel vegetal, principalmente soja,milho e sorgo.
Para o diretor-presidente da CS Portos, Marcos Tourinho, o início da operação de granéisvegetais no ATU 18 representa uma transformação histórica para Aratu-Candeias e para a logísticado agronegócio baiano.
É um novo capítulo para o terminal, que amplia sua relevância estratégica ao incorporar umaoperação voltada ao escoamento da produção agrícola. Os investimentos realizados pela CS Portostraduzem nossa visão de longo prazo para a infraestrutura nacional: tornar ativos relevantes maismodernos, eficientes e competitivos. Assim, entregamos uma estrutura à altura do potencial doagronegócio, ajudando a reduzir gargalos logísticos, elevar a produtividade e impulsionar odesenvolvimento econômico da região.
Os recursos foram aplicados na construção de infraestrutura estratégica, como classificadores,tombadores, moegas rodoviárias, pátio para veículos e quatro silos, cada um com capacidade paraarmazenar 30 mil toneladas. Também foram adquiridos equipamentos de última geração para ampliara eficiência das operações.
Entre os principais equipamentos instalados está um shiploader dedicado exclusivamente àexportação de grãos, com capacidade de até duas mil toneladas por hora. O sistema permitirá umaprodutividade média de até 30 mil toneladas por dia no terminal de granel vegetal.
Com a ampliação da capacidade operacional, o terminal poderá movimentar até 3,5 milhões detoneladas de grãos por ano. Neste primeiro ano de operação, a previsão é movimentar até 3milhões de toneladas, com capacidade inicial de armazenagem estática de 120 mil toneladas. Aprevisão é que, após novas expansões, a movimentação possa chegar a 7,5 milhões de toneladasanuais.
A entrada do Porto de Aratu-Candeias no mercado de granéis vegetais representa um novo capítulopara o complexo portuário e fortalece a logística de exportação da produção agrícola do oesteda Bahia.
As informações são da CS Portos, controlada pela CS Infra, do Grupo Simpar (SIMH3).
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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